Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Desenvolvendo games, estudantes aprendem sobre conteúdos escolares, trabalho em equipe e as novas profissões digitais

Projeto “Fractal multimídia: objetos de aprendizagem”


Criar jogos educativos, do planejamento ao acompanhamento de uso, passando pela programação, design e sonoplastia, utilizando softwares livres e disponibilizando os resultados para colegas e para outras escolas. Quem faz isso é um grupo de trinta alunos e alunas de Ensino Médio no Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, em Petrópolis (RJ), sob a supervisão do professor de matemática e orientador tecnológico Guilherme Hartung.

O educador iniciou o projeto em 2009, após considerar que os materiais pedagógicos virtuais disponíveis eram poucos e tinham fraca relação com o contexto de sua escola. Hartung decidiu desenvolver por conta própria. Percebeu, então, que seus estudantes poderiam ser não só destinatários dos materiais, mas co-criadores.

Hartung opera com eles uma empresa fictícia de desenvolvimento de games pedagógicos, a Fractal Multimídia, para apresentar aos jovens as novas profissões do universo digital, ensinar-lhes linguagens de programação simples que fomentam o raciocínio lógico e inseri-los em uma dinâmica real de trabalho colaborativo e interdependente. A experiência venceu o Prêmio Educadores Inovadores 2009 na categoria Colaboração, e classificou-se em segundo lugar na categoria V do Certamen Internacional EducaRed.

Os jovens aprendem a programar no intuitivo software Scratch e a manusear softwares livres de design gráfico e edição de áudio. Distribuem-se então por diferentes funções que simulam a cadeia de produção de jogos. Os games são publicados no BLOG (que anota mais de 20 mil acessos) juntamente com seu código-fonte, para que outros usuários possam adaptá-los — como aliás já aconteceu.

O ideal é que o trabalho também envolva a equipe docente, com a apresentação de sugestões e demandas. Mas a adesão dos educadores é parcial. Guilherme sente que a dificuldade tem origem na desvalorização da profissão: “Os professores estão desmotivados, então não gostam de nada que exija algo a mais. A resposta é: ‘Não vou usar os jogos, porque tenho pouco tempo para trabalhar um conteúdo gigante’. Se a escola for bem nas provas, o professor vai ter o 14º salário no ano. Então eles trabalham para isso. E estão sendo conduzidos para trabalhar de uma forma superficial em relação às tecnologias”. Em meio aos desafios, o professor Guilherme reflete acerca do valor da iniciativa:

“O maior ganho do projeto está na formação do aluno. Eles não são profissionais de verdade e não farão um objeto de aprendizagem de qualidade profissional. Entretanto, a produção deles se torna um objeto social e é certo que eles percebem os objetos de aprendizagem de outra forma, com um olhar mais apurado.
Os outros alunos, que não participam da construção, também prestam mais atenção nos objetivos dos jogos, prestam mais atenção nas estratégias, nos detalhes e nas intenções pedagógicas, para poder criticar o colega; enfim, há um novo olhar para o objeto de aprendizado.”

Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

Acesse o site:
Fractal Multimídia - www.fractalmultimidia.blogspot.com

Desperdício de Água Distância Entre Dois Pontos
   
Energia Nuclear Matemáquina do Tempo